Quinta-feira, Junho 28, 2007


[ a volta das garotas apimentadas ]



Algo causou ainda mais espanto do que a notícia em si - a de que as Spice Girls estão juntas novamente para uma turnê mundial (que feliz pra uns, ou infelizmente para outros, não inclui o Brasil) e esse algo foi o visual cada dia mais bizarro de Victoria, a Posh Spice (sinceramente nunca entendi esses nicks das garotas).

Vamos combinar que a moça, que nunca foi lá muito bonita diga-se de passagem, está pra lá de medonha. Que cor é essa? Acho que a Sra. Beckham está tentando criar uma nova raça, algo que fica entre os brancos, pardos e negros mas que tem uma cor própria - cor de gente que exagera no spray bronzeador.
Sobre os ossos eu nem falo. Pra mim, a magreza excessiva nada tem de bonito ou de fashion ou de chique e está muito mais relacionada a um desvio sério de comportamento ou mesmo a uma doença... mas isso também não é da minha conta.
Já o cabelo... também está medonho. Parece uma tentativa desesperada de parecer fashion e moderna a qualquer custo ou então foi um delírio de algum cabelereiro embalado por altas doses de ácido. Não gostei não.
E os peitos? Se é que se pode chamar isso de peito. Mais artificiais, impossível.

Agora só resta esperar pra ver se as moças amadureceram musicalmente (what?) ou se estamos prestes a ver cinco balzacas cantando Wannabe versão remix.
Visão do inferno!

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Quarta-feira, Junho 27, 2007


[ made in china ]

À procura de forminhas, ouço da vendedora a seguinte informação: só tenho da importada! Do jeito que ela deu a informação, tive até medo de perguntar de onde vinham as tais forminhas, imaginando eu que seriam belgas, russas, norueguesas, e que custariam os zóios-da-cara. "Vem da China!", completou ela toda feliz, como se estivesse me dando uma opção che-i-i-i-nha de glamour.

Então... alguém precisa explicar pra essa vendedora que artigo da China tem, na escala do glamour, o mesmo status dos produtos paraguaios (muito embora o Paraguai mesmo não produza lá muita coisa), ou seja, nenhum. Zero glamour. Dizer que as forminhas são importadas da China é praticamente redundante, haja visto que hoje em dia praticamente TUDO que existe no mundo vem da China ou tem produto similar fabricado lá. Além do mais, forminhas fabricadas na China estão longe, muito longe de causar frisson em alguém. No máximo a gente pode pensar que as delicadas forminhas foram feitas por mãozinhas chinesas semi-escravas e daí, convenhamos, não há frisson que resista, nem na mais sádica das criaturas.

E, contrariando toda e qualquer lógica que possa existir, me custa acreditar que uma forminha que atravessou o mundo chegará em minhas mãos por um preço menor do que as fabricadas aqui mesmo, talvez até muito perto de mim.
Tem coisas que só os chineses e a carga tributária mais alta do mundo fazem por você.

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Segunda-feira, Junho 25, 2007


[ nightmares ]



Sabe um dos meus maiores pesadelos de inverno? Botas. Eu amo e detesto botas, ao mesmo tempo.
Acho lindo como algumas mulheres entram numas botas que tinham tudo para transformá-las numa prostitutas de filme do Tarantino e ainda assim elas conseguem ficar lindas. Por outro lado... ô mau gosto que a mulherada tem quando o assunto é bota hein? Deus meu!

E ainda tem o desconforto né? Vamo' conbinar que bota não é o troço mais confortável do mundo, ainda mais se aquelas botas com o famigerado bico mata-barata-no-canto. Santo Deus! Tudo bem, eu acho chique mas, cara, tem umas coisas impossíveis de usar, uns bicos tão finos, mas tão finos que seus dedos praticamente grangrenam lá dentro. Sinceramente? Eu tenho muito medo!



Eu mesma andei à procura de uma bota, daquelas estilo jockey sabe? Pois bem, eu queria uma bota que não me deixasse com cara de pistoleira mas que ao mesmo tempo me desse uma sensação de poder, luxo e cobiça, manja como é? Então... daí que eu me joguei na empreitada de procurar uma bota que atendesse meus requisitos e fosse economicamente viável. Sim, porque não adianta achar a bota dos meus sonhos e ela custar 2.000,00, adianta?
Então lá fui à caça e... posso falar? Horror, horror e horror foi tudo que eu vi. Alguém, pelamor, me explica que pesadelo são essas botas de camurça com um salto de madeira com um furo no meio? O que é aquilo minha gente? Arma? Deus é mais! E aquelas com peles e sabe Deus o que mais? E umas com uns trecos pendurados? E aquelas com tachinhas e solado que parece pneu de caminhão? Vem cá... aquilo é moda agora?

E eu fui ficando mais e mais horrorizada e a bota que eu queria mais e mais distante. Porque a coisa funciona assim - se você quer comprar uma bota tem que escolher entre pistoleira total ou teenager astronauta. Aí é foda.

Mas eu dei sorte. Depois de rodar bastante finalmente achei minha bota. E antes que você me pergunte, ela não é nem pistoleira, nem teenager astronauta. Sim, porque eu ainda tenho um pouco, um resto de discernimento.
Ainda.

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Sexta-feira, Junho 22, 2007


[ não, não e não! ]

Almoço no shopping, eu feliz da vida com minhas sacolinhas de compras (com blusas novas), na praça de alimentação diante do meu bobó de camarão meia-boca da Vivenda e tem início o show...

Cena 1

Mãe, pai e dois filhos - uma menina de uns 3 ou 4 anos e um menino de, vá lá, uns 4, 5 no máximo - sentam-se na mesa em frente a minha. A mãe abre sua bolsa, retira milhares de micro-brinquedos, espalha tudo na mesa e começa o diálogo:
Mãe - Filha, você quer que a mamãe pegue franguinho pra você?
Filha - (acena um sim - ou seria um não? - com a cabeça, já distraída com os micro-brinquedinhos)
Mãe - Filho, você quer aquele macarrãozinho que você gosta?
Filho - (murmura um u-hun e começa a atirar micro-brinquedinhos para todos os lados)
Enquanto isso o pai sentado mantém um olhar perdido e distante.

5 minutos depois volta a mãe ...

Cena 2
Mãe - Filha, não tem o franguinho daquele jeito que você gosta e mamãe faz, pode ser outro gostosinho?
Filha - Não!
Mãe - Ah, filha... mas é tão gostoso assim também... quer que a mamãe traga pra você experimentar?
Filha - Não!
Mãe - Filho, o macarrão não é aquele compridinho que você gosta, é aquele outro pequenininho, furadinho, sabe? Um que a mamãe já fez uma vez, lembra?
Filho - Não!
Mãe - Mas você não quer que a mamãe traga só um pouquinho?
Filho - Não
(micro-brinquedinhos voam e passam muito perto do meu bobó meia-boca)
Mãe - Filha, mamãe vai pegar uma carninha pra você tá?
Filha - Eu quero batata frita!
Mãe - Tá bom...mas a mamãe vai tazer carne também tá?
Filha - (ignora e continua a tarefa de quebrar o maior número de micro-brinquedinhos no menor espaço de tempo)
Mãe - Filho, você também quer batata frita?
Filho - a-hãn (e inicia uma briga por um micro-brinquedo que está com a irmã)
O pai permanece sentado imune, o que me incomodou um pouco pois me pus a pensar se ele tinha algum problema ou se era aquilo mesmo, se ele simplesmente tinha ligado o phoda-se mode on.

alguns minutos depois...
Mãe - Filha, a carninha pode ser com molhinho ou você quer um bifinho igual o que a fulana faz?
Filha - Não! Eu quero batata frita!
Mãe - Filho, você não quer aquele macarrãozinho japonês que tem carninha e legumes?
Filho - Não!
Mãe - Então mamãe vai fazer o prato igual o da sua irmã, tá bom?
Filho - (ignora e continua arremessando micro-brinquedos nas mesas em volta)
A mãe sai novamente, meio zonza pela praça de alimentação enquanto:
1) seus filhos e seus brinquedos voadores contribuem para que uma balzaquiana como eu repense seriamente a maternidade;
2) seu marido continua imóvel, alheio às vontades alimentares das crianças e também às suas travessuras e falta de educação.

Cara, eu posso falar? Não dá bicho! Eu não consigo entender uma criança com 3, 4, 5 anos de idade escolhendo o que vai comer, me desculpa. Tá, eu não tenho filhos você vai dizer. É, não tenho, mas eu já fui criança um dia, certo? E é baseado na minha infância que eu fico indignada com uma cena dessas. Na minha casa criança não escolhe nada - criança obedece. Ponto final.
Muito radical? É, pode ser, mas lá sempre foi assim e sempre deu muito certo - ninguém cresceu cheio de restrições alimentares, ninguém traumatizou, ninguém virou serial killer, enfim, tudo muito bem obrigada.
Seria impensável imaginar uma cena dessas no meu tempo de criança. Naquela época a gente comia o que botavam no prato e só. No máximo a gente fazia umas caretas, uma cara feia, uma manhazinha qualquer mas... isso? Nunca.
A gente só passava a ter gôsto, a escolher alguma coisa, quando já tinha idade para fazê-lo ou quando os pais achavam que a gente já tinha. E só.

Eu não sou educadora, nutricionista, psicóloga nem nada do tipo e também não sou ninguém para julgar e muito menos pra dar pitaco na educação do filho dos outros mas, juro, eu teria largado meu bobó meia-boca de bom grado para dar uns bons cascudos naqueles dois. Ah teria! Vontade deu. Muita.

E no fim, meu bobó acabou antes que algum micro-brinquedo pousasse em meu prato e antes que a mãe conseguisse, finalmente, alimentar aquelas pestes e se alimentar. Isso é... se é que ela consegue comer né?
E o pai continuava lá... inerte. E eu só me arrependi de não ter ido lá perguntar o nome do remedinho que ele toma... porque cara, eu queria muito ver a vida assim, com essa pasmaceira. Juro.

(ah! e também queria ter comprado aquela camisa branca mas meu marido disse que parecia um camisolão...bah)

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Quinta-feira, Junho 21, 2007


[ o que é que há, velhinho? ]

Eu agora tenho um celular da Claro mas, ó, se eu soubesse que ia ter que aguentar a Wanessa Camargo me ligando juro que eu não tinha comprado esse trem não.
Atendo o celular e escuto "Oi, aqui e a Wanessa Camargo... você sabia que a Claro Torpedo blá blá blá".

Eu não sei quanto a vocês mas isso pra mim é o que há de propaganda mais negativa. A Wanessa Camargo tem um Claro também? Pffff. Ninguém merece.

***

E, vem cá... quem é que tem mais de 13 anos e manda torpedo minha gente?
Torpedo? Pfffffff...eu não sei nem digitar no teclado do telefone, que dirá escrever uma frase inteira?!

Eu sou uma pessoa que não digita no celular. Pronto. Falei.

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Segunda-feira, Junho 18, 2007


[ about me ]

Eu...

. adoro comédias românticas, pra dar risadas e longos suspiros;
. tenho muito frio no pé e adoro usar meia pra dormir;
. gosto de pipoca com molho de pimenta;
. gosto de uma música e ouço-a compulsivamente;
. fico bem com roupa vermelha;
. falo sozinha;
. fico roendo as cutículas;
. sou completamente estressada no trânsito;
. não sei estacionar ouvindo música (pode rir, vai...);
. adoro gérberas e girassóis;
. faço musiquinhas para os meus cachorros;
. tenho pavor de barata e rato;
. sofro pra dizer não;
. detesto frio;
. sou maníaca por grão-de-bico;
. gosto do Bob Esponja;
. detesto telefone;
. tenho um monte de cabelos brancos;
. estou ficando mais velha hoje :)

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Sexta-feira, Junho 15, 2007


[ da passagem do tempo ]

Você percebe que está ficando velha quando marca sua festa de aniversário para as 8 da noite e ainda acha...muito tarde.

Rá!

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Quinta-feira, Junho 14, 2007


[ top 10 coisas que só uma temporada do SPFW pode fazer por sua vidinha miserável e nada fashion ]

O SPFW é bom porque você pode...

1. ouvir o estilista Fulano dizer que sua coleção valoriza o que a mulher tem por dentro (?);
2. ouvir o estilista Beltrano dizer que sua coleção tem referências a um lindo dia de verão num barco ultra-chique na costa brasileira - uma coleção inteira baseada em algumas horas de glamour num barco, onde a atividade mais básica da felizarda é tomar um cocktail ao pôr-do-sol;
3. ouvir o mesmo estilista Beltrano dizer que essa mesma coleção-do-lindo-dia-de-verão-num-barco é suuuuper u-sá-vel;
4. descobrir que a cintura alta é aposta no próximo verão;
5. descobrir que agora a cintura baixa é o que tem de mais cafona e ultrapassado no m-u-n-d-o;
6. ver o maior festival de ossos que andam;
7. ouvir (de novo, anda again and again and again) que o desfile do Siclano foi suuuper conceitual;
8. descobrir que (ohhhh! que incrível! que novidade!) o próximo verão terá muito corpo à mostra (ohhhhh! isso sim que é tendência nova hein?);
9. ver a cara de paisagem que a maior parte dos jornalistas que cobrem o evento fazem quando entrevistam o estilista suuuuper conceitual;
10. cair na real que faltam apenas seis meses para você ter que reencontrar a sua cintura (aquela que um dia já existiu), sob pena de passar o próximo verão "fora da casinha" fashion.

Ah, como é glamouroso e doce o mundo da moda!

ZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzz.

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[ enquanto isso, no incrível mundo de lula... ]

Nosso presidente quer que paremos de falar mal do país e de nós mesmo. Numa entrevista, Lulinha Peace&Love disse que não vê nada de bonito na imprensa e que só lê manchetes negativas. Ele estava lá no Cristo Redentor, dando corda pra essa pataquada de maravilha do mundo.
Talvez isso explique... talvez lá de cima nosso presidente enxergue um outro Brasil, que só ele consegue ver, ou talvez a proximidade com o Redentor tenha botado muito amor no coraçãozinho do nosso Governante, a ponto dele realmente acreditar que as manchetes negativas que ele lê sejam apenas uma coisa da imprensa, má, vil, feia e boba, que quer que nós acreditemos que nosso país é uma merda, quando na verdade não é bem assim.

Aos olhos bondosos e otimistas de Lula, nós vamos muito bem obrigada e não podemos sair por aí falando mal da nossa terra. O que Lula quer é que nós enxerguemos esse Brasil que ele vê... o Brasil que-tem-coisas-que-dão-certo.

É, de fato há de ter mesmo coisas que dão certo. O problema é que tem tanta coisa errada que encontrar o certo é como procurar agulha no palheiro.
Além disso, se ele quer tanto que a gente fale bem do Brasil, ele poderia muito bem começar a colaborar, né não?

De qualquer maneira, já ajudaria muito se ele começasse a dividir com a gente esse trem que ele anda comendo ou (mais provável) bebendo, e que anda fazendo com que ele enxergue o mundo assim, tão cor-de-rosa. Seja o que for, eu topo experimentar.
Tô doida pra ver esse mundo zuzo bem do presidente, juro.

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Quarta-feira, Junho 13, 2007


[ yeah baby, yeah, uh, yeah... oh yes... ]

Marta Suplicy, senhora descolada, "pra-frentex" (expressão usada por Noé, de tão velha), sexualizada, sexualíssima, sexual-até-o-talo, deu sábio conselho a toda a população que sofre com o caos aéreo em ares brasileiros.
"Relaxem e gozem", disse a guru da liberdade sexual do alto de seu menos prazeroso (porém mais lucrativo) cargo de Ministra do Turismo.

É assim... eu poderia escrever linhas e linhas aqui dizendo o que eu penso dessa frase, que já nasceu com destino de piada pronta. Poderia dizer o que penso dessa declaração, do trabalho dessa senhora, de sua sexualidade, de suas posições partidárias, enfim. Eu seria capaz de dizer muito porque, juro, muitas coisas passaram por minha cabeça quando li essa manchete hoje. Mas... acontece que nada do que eu escrevesse traduziria melhor o que eu penso dessa bovina (que me perdoem as vacas) e dessa corja desse partidinho de bunda, do que apenas a seguinte frase:

Bando de filhos da puta.

Porque tem horas que eu adoro o meu poder de síntese :)

***

Filiados ferrenhos, solidários, simpatizantes ou qualquer outra coisa ligada a esse partido do Governo, por favor não venham me encher o saco. A única coisa que esses merdas ainda não fizeram foi cagar na liberdade de expressão (embora a gente saiba que eles tem trabalhado nisso também), da qual nós ainda gozamos. Portanto, valho-me dela para pedir gentilmente que cliquem naquele X alí no canto superior direito e vão ler um blog de uma pessoa um pouco menos revoltada, mais politizada e mais inteligente do que eu porque, nesse momento, tudo que eu quero é mandá-los à merda.

***

No país daqueles "que não desistem nunca", a ministra-sexóloga, pega num momento em que o libertador botão foda-se estava ligado, mostrou bem a linha de raciocínio adotada por aqueles que deveriam estar trabalhando para que a nossa vida melhorasse: pimenta no cu dos outros é refresco.

É a sabedoria popular, capaz de produzir ótimos ditados mas inexistente na hora de votar.

***

Depois desse breve desabafo e dessa pequena profusão de palavras chulas, voltamos com nossa programação normal.

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[ eco...co...co...co...co...co ]

Vou tirar as teias de aranha daqui.
Tô de volta :)

***

Beijaram muito na boca ontem? ;)


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